Quatro pessoas foram detidas na Flórida; golpes teriam acumulado em torno de R$ 100 mi
Uma operação conjunta das autoridades do Condado de Orange, da Flórida, nos Estados Unidos, prendeu quatro brasileiros suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude e extorsão ligado à empresa Legacy Imigra. A informação foi divulgada pela polícia na quarta-feira (22).
O grupo é acusado de enganar imigrantes em situação irregular com promessas de serviços de imigração e asilo, acumulando mais de US$ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões) ao longo dos últimos três anos. Foram detidos o fundador da empresa, Vagner Soares De Almeida, a esposa, Juliana Colucci, além dos associados Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. A defesa dos envolvidos não foi localizada para comentar.
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“Por anos, a Legacy Imigra se promoveu como uma agência que cuidava de processos de imigração e asilo para imigrantes nos Estados Unidos. Em vez disso, seus donos acumularam mais de US$ 20 milhões, lucrando com pessoas menos capazes de se defender”, disse o xerife John Mina, do Condado de Orange.
De acordo com ele, os suspeitos brasileiros “enriqueceram por meio de um modelo de negócio baseado em manipulação, fraude, mentiras e extorsão”. “E a maioria dos clientes, a maioria brasileiros, não chegou mais perto do sonho de se tornarem americanos”, disse Mina. Os quatro presos responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia. “A organização criminosa tornou Almeida muito rico”, completou o xerife.
Como funcionava o esquema

Segundo as autoridades americanas, as denúncias das vítimas mostram que a empresa conduzia um esquema para enganar imigrantes em busca de regularização nos EUA. Os suspeitos afirmavam falsamente que eram advogados de imigração qualificados e cobravam taxas elevadas “por solicitações fraudulentas ou mal preenchidas”.
Até o momento, sete vítimas cooperaram com a investigação, mas o xerife disse acreditar que existam centenas de outras. As vítimas que denunciaram são da Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey. Conforme o xerife, cada uma teve prejuízo entre US$ 2.500 (cerca de R$ 12,5 mil) e US$ 26 mil (R$ 130,5 mil).
“A empresa criava contas de email em nome das vítimas, sem conhecimento ou consentimento, e retinha documentos dizendo às vítimas que não receberiam seus papéis a menos que pagassem mais dinheiro”, contou John Mina. Ele explicou ainda que a retenção dos documentos de imigração foi usada como forma de pressão “explorando o medo das vítimas de serem deportadas dos EUA”.
O caso chegou ao conhecimento das autoridades dos EUA em setembro do ano passado, quando um advogado da Ordem da Flórida entrou em contato com o xerife dizendo que havia recebido múltiplas denúncias envolvendo a empresa. A ação foi conduzida pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange em conjunto com o Departamento de Investigações de Segurança Interna (HSI) e o Gabinete do Procurador-Geral da Flórida. As autoridades orientam possíveis vítimas a entrarem em para colaborar com o caso.
Embriaguez, fuga e placa falsa: condutores de motos esportivas são presos na BR-101
Casos foram flagrados na Grande Florianópolis durante a madrugada
Três condutores de motos esportivas de alta cilindrada foram presos na madrugada desta sexta-feira (24) na BR-101 em Palhoça, na Grande Florianópolis, após fugas em alta velocidade. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as ocorrências incluíram direção perigosa, embriaguez até o uso de placa decorativa para esconder a identificação real do veículo.





