Crime aconteceu em 2024 e chocou o município de Araranguá, no Sul do estado
Um casal acusado de mandar matar o empresário Paulino Turazzi Júnior, de 32 anos, no próprio bar foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão, cada. A investigação aponta que eles teriam contratado um homem para executar a vítima por conta de uma dívida não paga por ela. O homem, de 28 anos, e a mulher, de 27, foram sentenciados nesta quinta-feira (20) pelo homicídio duplamente qualificado – por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa – e por fraude processual.
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Já o rapaz contratado por eles, acusado de executar o crime, foi absolvido. Segundo a sentença, não havia provas suficientes para a condenação do réu. As únicas evidências contra ele eram sobre a participação dele em organização criminosa anteriormente, pesquisas encontradas no celular sobre homicídios dias antes e o reconhecimento do seu rosto por meio de uma foto apresentada a uma testemunha. Porém, outras duas disseram que a imagem apresentada não se tratava do autor dos disparos. Além disso, imagens de câmeras de videomonitoramento mostraram que o autor não tinha tatuagens na mão, enquanto o acusado possuía. A altura e outras características físicas também não eram compatíveis, o que causou a absolvição.
“O homem foi tratado como principal suspeito de executar o crime ao longo do processo. Havia indícios que pesavam contra ele, como o reconhecimento fotográfico, a posição por ele ocupada em organização criminosa, e dados colhidos de seu telefone mostrando que ele fez pesquisas sobre o crime nos dias subsequentes ao homicídio, o que foi determinante para que fosse submetido a julgamento no Tribunal do Júri. Contudo, imagens apresentadas pela defesa nas fases finais do processo e durante o julgamento, especialmente aquelas que mostram as mãos da pessoa que aparece no local e horário do crime, revelaram uma divergência importante: o executor registrado nas imagens não possuía tatuagens nas mãos, enquanto o acusado possui tatuagens visíveis. Além disso, houve divergências no reconhecimento por foto. Diante dessas inconsistências e da ausência de outros elementos probatórios capazes de confirmar a autoria, não restava ao Ministério Público outra posição possível que não a de requerer a absolvição”, explicou o Promotor de Justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer.
O crime
O assassinato ocorreu logo após a meia-noite, nas primeiras horas de 10 de agosto de 2024, e ficou conhecido por Caso Portland, por conta do nome do estabelecimento onde o crime ocorreu. Imagens de câmeras de videomonitoramento mostram Paulino e outros três homens, aparentemente um funcionário e dois clientes, conversando no balcão. Depois, surge um homem de capuz e boné, que rapidamente saca uma arma e atira quatro vezes na cabeça da vítima, que morre no local.
Após os disparos, o autor sai do estabelecimento e começa a atirar para o alto e em direção a dezenas de clientes. Um deles foi atingido no peito e encaminhado ao hospital, sobrevivendo ao disparo.
A investigação apontou que o rapaz matou o empresário a mando do casal, que buscava se vingar de uma dívida atribuída a vítima. Mensagens verificadas entre os mandatários e Paulino mostram uma discussão prolongada sobre o pagamento do valor, que se acalorou nos dias anteriores ao crime. Foi constatado também, como mais uma prova de que o casal ordenou o crime, que o veículo usado pelo autor para chegar ao local foi adquirido pelos condenados no dia anterior e incendiado posteriormente, com intuito de ocultar provas.
O homem, de 28 anos, e a mulher, de 27, que aguardavam o julgamento presos preventivamente (ela, em regime domiciliar), tiveram negado o direito de recorrer em liberdade, tendo sido determinado o imediato cumprimento da pena.
Contador de organização criminosa do Norte do país é preso em Florianópolis
Facção é suspeita de simular abordagens policiais para roubar dinheiro e ouro das vítimas
Um homem apontado como responsável pela organização financeira de uma organização criminosa atuante em Roraima, no Norte do Brasil, foi preso na manhã desta sexta-feira (21), em Florianópolis. O suspeito, de 33 anos, ainda teve apreendidos aparelhos celulares, computadores e um veículo de luxo avaliado em mais de R$ 320 mil.





