O Avaí entrou em campo na noite gelada deste domingo para enfrentar o Goiás pela décima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. E, após um jogo frio no primeiro tempo, o Leão da ilha acabou sucumbindo à qualidade do time goiano e também às suas próprias dificuldades.
O jogo:
Avaí e Goiás fizeram um primeiro tempo morno, sem grandes chances. O técnico Cauan de Almeida optou por entrar com um ataque diferente do que vem sendo usado na Série B. Sorriso e Rafael Bilu começaram como titulares, e Jean Lucas pegou um merecido banco, pois não vinha performando bem nas últimas partidas. O jogo não teve nenhum brilho e nada de destaque até a irresponsável expulsão do meia Daniel Penha, que colocou o Avaí em maus lençóis.
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Com um a menos no segundo tempo, o Avaí, com novas opções de ataque como Thayllon e Walace França, foi para cima do Goiás, inclusive com uma bola na trave. Mas a subida do Avaí deixou espaços e, em um contra-ataque, o time esmeraldino abriu o placar e, em seguida, com o domínio do jogo, fez mais um, colocando números finais à partida: Avaí 0 x 2 Goiás.
A derrota expõe a realidade:
O Avaí é um time que luta, mas não consegue se sobressair sobre seus adversários. Por muitas vezes tem mais domínio e posse de bola, mas não tem força para quebrar uma linha de marcação ou ter velocidade na transição da defesa para o ataque. O que faz com que as subidas sejam inúteis e, embora chegue em algumas oportunidades, falta qualidade na hora de definir em gol. Responsabilizar o Cauan de Almeida por esta queda de rendimento, na minha opinião, seria covardia. O técnico faz o que pode com o elenco que tem. Na saída de campo, alguns jogadores, já com o discurso derrotista, deixaram bem claro que a questão salarial começou a pesar e que isso está atrapalhando o dia a dia.
Então, somando salários atrasados, falta de qualidade, estádio vazio e uma campanha que não empolga, resta muito pouco para a comissão técnica fazer. Cauan de Almeida precisa de soluções e de resultados, mas a diretoria do Avaí precisa dar suporte a este elenco. Através de algumas conversas que tenho tido com algumas fontes, o suporte vem sendo dado dentro das possibilidades do clube, mas a questão financeira está pesando, e muito.
Como já escrevi anteriormente, o Avaí caminha a passos largos para disputar a Série C do ano de 2027. Algo precisa ser feito de imediato. A derrota de ontem foi característica de um time que não consegue mais ter forças para brigar por nada no nacional.
Sul-Sudeste: tábua de salvação?
O Avaí entra em campo nesta quarta-feira para enfrentar o Volta Redonda na partida de volta da semifinal da Sul-Sudeste. E a classificação à final do torneio pode ser a salvação financeira imediata do clube. Não estamos aqui tratando de grandes quantias em dinheiro, mas, caso passe para a próxima fase, o dinheiro pode representar um alívio pequeno e de curto prazo para os cofres do clube.
Baldini ainda pode sair
Sobre o jogador Baldini, a negociação com o Athletico Paranaense esfriou, mas não acabou. A diretoria do clube entende que o atleta é um ativo importante e que sua venda também pode aliviar os cofres do clube a curto-médio prazo. Então, esta ainda pode ser uma solução em um futuro muito próximo. Ele joga, fica e treina com os demais, mas pode sair a qualquer momento para qualquer clube, inclusive o Athletico Paranaense, se as negociações esquentarem novamente.
Boa Semana!
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