Prefeitura realiza feira de adoção de cães com a doença; veja quando
Com o objetivo de reduzir o número de eutanásias de cães, a Prefeitura de Florianópolis oferece tratamento gratuito contra a Leishmaniose Visceral Canina para moradores com renda de até três salários mínimos cadastrados no CadÚnico. Em referência ao Agosto Verde, mês de conscientização da doença, o Hospital Veterinário Municipal realiza uma feira de adoção de cães com a enfermidade neste sábado (29).
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Apesar de a legislação federal autorizar a eutanásia de cães com Leishmaniose, a capital catarinense oferece o tratamento como alternativa, com base na Lei Municipal nº 10.837/2022. Embora a doença não tenha cura, o tratamento atua no controle dos sintomas e na progressão da enfermidade por meio de medicação e coleiras repelentes, proporcionando ao animal uma vida normal, ativa e saudável.
Além do custeio do tratamento para moradores que se enquadrem nos pré-requisitos, a prefeitura também garante a medicação para todos os animais do canil municipal.
Feira de adoção
A feira de adoção será realizada no próximo sábado, das 13h30 às 17h, no Hospital Veterinário Municipal, localizado na SC-401, no bairro Itacorubi. No local, 12 cães que passaram por uma reabilitação completa estarão disponíveis para adoção, e aqueles que escolherem ficar com o animal terão o tratamento medicamentoso e o acompanhamento veterinário garantido.
A médica veterinária Amábilli Rosar reforça que o uso da coleira repelente é essencial para garantir a saúde dos animais portadores da doença. “A coleira previne a transmissão, enquanto o tratamento adequado promove o bem-estar dos animais”, ressaltou.
O que é a Leishmaniose Visceral?
A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença infecciosa provocada por protozoários e transmitida exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito-palha (flebotomíneo). Ela pode causar sinais como feridas, úlceras, aumento das unhas, febre prolongada, emagrecimento, anemia e inchaço do fígado e do baço.
Embora não tenha cura, a condição não é contagiosa por contato direto como carinho, toque ou convivência, e pode ser controlada com uso de medicação adequada e coleiras repelentes.
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