Pesquisa foi feita em farmácias de Florianópolis e revela importância de fazer uma pesquisa prévia antes de comprar os produtos
Uma pesquisa realizada pelo Procon de Florianópolis chama a atenção para a variação de preço de um mesmo medicamento em diferentes farmácias. O levantamento, realizado na segunda-feira (24) e divulgado nesta terça (25) pelo órgão, foi focado em mercadorias para diabetes, hipertensão e colesterol e apresentou diferença de 1.200% de um estabelecimento para o outro.
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A maior oscilação ocorreu no remédio para tratamento da diabetes. Conforme a divulgação, o cliente pode pagar até 13 vezes mais por uma caixa de Glibenclamida com comprimidos de 5 mg, que foi encontrada tanto por R$ 1,99 quanto por R$ 26,13, mais de 20 reais de diferença.
A alta variação também esteve presente em medicamentos utilizados para tratamento de pressão alta e retenção líquida. A Hidroclorotiazida 25 mg, com 30 comprimidos, foi encontrado por R$ 1,50 e por R$ 16,15, uma variação de 976,67%. Já a Atorvastatina cálcica 10 mg, com 30 comprimidos, utilizada para o controle do colesterol e redução do risco cardiovascular em pacientes com indicação para o tratamento, apresentou a terceira maior diferença. O preço saltou de R$ 19,90 para R$ 212,60, chegando a uma variação de 968,34%.
Para o Procon, essa diferença reforça a necessidade das pessoas consultarem os preços dos produtos em diferentes farmácias antes de adquirirem os medicamentos. “Não estamos falando de um produto supérfluo. Estamos falando de medicamentos que muitas pessoas precisam comprar todos os meses para cuidar da própria saúde. É inadmissível que o consumidor deixe de pesquisar e acabe pagando até 13 vezes mais pelo mesmo medicamento. A informação também é uma ferramenta de proteção ao consumidor”, afirma o diretor do Procon municipal, Tiago Silva.
O Procon reforça que pesquisar não é apenas uma forma de economizar. Diante de diferenças dessa magnitude, serve como medida para proteger o orçamento familiar, especialmente para idosos, pessoas com doenças crônicas e consumidores que fazem uso contínuo de medicamentos. O órgão ressalta também que, na hora de comprar, é fundamental observar princípio ativo, dosagem, quantidade de comprimidos e apresentação, garantindo que se trata efetivamente de produtos equivalentes.
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