Mudança de regime pode ser barrada pela justiça gaúcha por conta de um mandado de prisão em aberto
A mulher de 38 que passou mais de um ano com uma família fingindo ser uma menina autista de 12 anos teve a prisão domiciliar concedida pela Justiça de Santa Catarina nesta quinta-feira (10). Porém, uma ordem judicial vinda do Rio Grande do Sul pode impedir a saída da ré do Presídio Regional de Joinville.
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Amanda Maria Souza de Oliveira está presa desde junho deste ano, quando foi indiciada pelos crimes de falsa identidade e estelionato praticado contra uma família. Dois meses depois, em agosto, ela foi condenada a um ano, seis meses e 10 dias de reclusão em regime inicial semiaberto.
Em razão da falta de estrutura do Presídio Feminino de Joinville, que não possui vagas destinadas ao semiaberto, e da progressão da pena no estado, a justiça determinou regime “semiaberto harmonizado” a partir de 20 de setembro. A decisão também leva em conta o bom comportamento dela na unidade prisional.
A saída de Amanda, porém, pode ser barrada pela justiça do Rio Grande do Sul, que havia expedido um mandado de prisão contra a ré em razão de crimes praticados no estado e decidirá se ela poderá cumprir o resto da pena em domicílio.
Relembre o caso
Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa em 2 de junho na casa da família por quem foi “adotada” em fevereiro de 2025. De acordo com a investigação realizada pela Polícia Civil (PCSC), a mulher utilizava o nome falso de “Gabriele” e simulava ser uma criança de 12 anos com autismo. Para justificar a aparência física adulta, ela também alegava outras condições clínicas e histórico de abusos, argumentando que seus traços eram decorrentes da utilização forçada de hormônios durante a infância.
Durante cerca de 14 meses, Amanda simulou comportamentos que incluíam atitudes infantilizadas, como uso de mamadeira, chupeta e um cobertor de “ninar”. Ela se aproximou da família que a “adotou” por intermédio de um pastor de uma igreja local. A suspeita sensibilizou a família a acolhê-la relatando graves problemas de saúde e extrema dificuldade financeira. A família em Joinville só procurou a polícia após parentes tomarem conhecimentos de um golpe muito semelhante contra vítimas no Rio de Janeiro.

A investigação apontou Amanda como uma uma “golpista contumaz”, que aplicou o mesmo modo de agir em diferentes regiões do país, incluindo ainda Rio Grande do Sul e São Paulo. A suspeita se aproximava de instituições religiosas ou famílias, sempre explorando narrativas de vulnerabilidade para conquistar confiança e obter vantagens materiais, como moradia, alimentação, transporte e medicamentos.
Carro despenca de 15 metros e motorista idoso sobrevive
Vítima tem histórico de problemas cardíacos, mas foi encaminhado com estado de saúde estável ao hospital
Um carro saiu da pista e caiu de uma ponte de 15 metros de altura na tarde desta quinta-feira (10) em Gravatal, no Sul de Santa Catarina. O motorista do veículo era um idoso de 63 anos, que foi atendido pelas equipes de primeiros socorros e encaminhado ao hospital com estado de saúde estável.





