12 de maio de 2026
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Saúde

SC confirma caso de hantavírus após alerta global e mortes em cruzeiro

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Paciente foi identificado em Seara, no Oeste catarinense; Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde divulgaram notas reforçando que a variante registrada em SC não tem relação com o surto internacional

Santa Catarina confirmou um caso de hantavirose em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O registro ocorreu no município de Seara, no Oeste catarinense, em meio à repercussão internacional envolvendo o surto da doença no navio de cruzeiro MV Hondius, no Oceano Atlântico, onde ao menos três pessoas morreram após infecção pela variante andina do hantavírus, cepa rara associada à possibilidade de transmissão entre humanos.

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a linhagem identificada no caso catarinense é diferente da variante relacionada ao surto internacional. As autoridades reforçam que, em Santa Catarina, a transmissão ocorre principalmente pelo contato com secreções e excretas de roedores infectados, sem evidências de transmissão entre pessoas.

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Confira a nota completa da Secretaria de Estado da Saúde

“A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), informa que a hantavirose é uma doença já monitorada em Santa Catarina. O aumento da repercussão sobre o tema ocorre em razão da ampla divulgação relacionada aos casos registrados recentemente em um navio de cruzeiro.

Entre 2020 e 2026, Santa Catarina registrou 92 casos de hantavirose. Em 2023, foram confirmados 26 casos; em 2024, 11 casos; e, em 2025, 15 casos. Em 2026, até o momento, foi registrado um caso no município de Seara.

A Dive esclarece ainda que a linhagem do vírus associada ao surto no navio é diferente da identificada em Santa Catarina. Essa variante possui característica de transmissão entre pessoas, o que não ocorre com a linhagem registrada no estado, cuja principal forma de transmissão está relacionada ao contato com secreções e excretas de roedores infectados.

A SES reforça que mantém vigilância ativa para identificação e acompanhamento de casos suspeitos. As amostras coletadas são encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) para confirmação diagnóstica.”

O aumento da atenção sobre a doença ocorre após a confirmação, pela Organização Mundial da Saúde, de um foco de hantavírus no navio MV Hondius. A embarcação partiu de Ushuaia, na Argentina, no início de abril, com destino a Cabo Verde. Até o momento, três mortes foram confirmadas — um casal holandês e uma mulher alemã — além de pacientes hospitalizados e casos suspeitos monitorados em países como África do Sul, Holanda e Suíça.

Exames laboratoriais realizados em passageiros evacuados identificaram a presença da cepa andina do vírus, considerada a única variante conhecida com potencial de transmissão entre pessoas, embora especialistas apontem que esse tipo de contágio seja raro e geralmente associado a contato próximo e prolongado.

O Ministério da Saúde também se manifestou sobre o cenário epidemiológico, afirmando que, até o momento, não há evidências de circulação do genótipo Andes no país — variante associada à transmissão entre pessoas identificada no surto internacional. No Brasil, os casos registrados são atribuídos a outros genótipos presentes em roedores silvestres, sem transmissão interpessoal.

Confira a nota completa do Ministério da Saúde

“Ministério da Saúde informa que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, segundo avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde. O surto com casos confirmados e suspeitos em passageiros de um navio com histórico de circulação na América do Sul está sendo investigado sem impacto direto para o Brasil até o momento.

Não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e nenhuma transmissão entre pessoas.

Os dois casos confirmados de Hantavírus no Paraná não têm qualquer relação com a situação internacional atualmente monitorada pela Organização Mundial da Saúde. No ano passado, o Brasil registrou 35 casos da doença. Em 2026, até o momento, sete casos foram confirmados.

Especialistas destacam que a transmissão entre pessoas do hantavírus do tipo Andes é considerada limitada e costuma ocorrer em contatos próximos e prolongados. Apesar disso, ambientes como navios de cruzeiro exigem atenção devido à grande circulação de pessoas e ao compartilhamento de espaços fechados. Até o momento, as medidas de isolamento e controle adotadas pelas autoridades sanitárias internacionais são adequadas para reduzir o risco de disseminação.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), doença que pode comprometer pulmões e coração. O vírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente pela inalação de partículas presentes no ambiente contaminado.

No país, a hantavirose é uma doença de notificação compulsória há mais de duas décadas, permitindo o monitoramento contínuo dos casos humanos e dos genótipos virais circulantes.

Desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos. Os dados recentes apontam tendência de redução. Em 2025, o país registrou 35 casos e 15 óbitos, menor número desde o início da série histórica recente. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos, sem relação com a situação internacional.

O Ministério da Saúde mantém vigilância contínua em todo o território nacional, com ações de controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico.”

A hantavirose é uma doença viral aguda transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes em urina, fezes ou saliva de roedores. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, mal-estar e sintomas gastrointestinais, podendo evoluir rapidamente para comprometimento respiratório grave. A SES mantém vigilância ativa no Estado e encaminha amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) para confirmação diagnóstica.

           

             

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