10 de junho de 2026
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Economia

Exportação de carnes de SC alcança 883,7 mil toneladas em 2026

Imagem: Ricardo Wolffenbuttel/Arquivo/Secom
Resultado representa volume e faturamento recordes, reforçando a confiança dos mercados internacionais no sistema sanitário do estado

Santa Catarina exportou, nos cinco primeiros meses de 2026, 883,7 mil toneladas de carnes, entre frango, suínos, bovinos, perus, patos e marrecos, e gerou 2,01 bilhões de dólares em receitas. Os resultados representam crescimento de 7,4% em volume e de 12,1% em faturamento na comparação com o mesmo período de 2025, consolidando o melhor desempenho da série histórica para o período.

Os números foram divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Para o Governo de Santa Catarina, os números reafirmam a liderança e excelência sanitária no mercado internacional de carnes, reforçando a confiança dos mercados internacionais no sistema sanitário do estado.

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“Santa Catarina possui um patrimônio sanitário reconhecido internacionalmente, que abre portas para mercados exigentes e fortalece a competitividade das nossas carnes no exterior. Esse resultado histórico é fruto do trabalho conjunto dos produtores, agroindústrias e do sistema de defesa agropecuária do estado”, ressalta o governador Jorginho Mello.

Veja avanço por tipo de carne

No acumulado de janeiro a maio, o estado exportou 308,4 mil toneladas de suínos, gerando 771,2 milhões de dólares em receitas. Esses valores representam aumentos de 3% e 6,3%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025. Com esses números, Santa Catarina alcançou o melhor desempenho da série histórica para os cinco primeiros meses do ano, tanto em volume quanto em receitas.

Na exportação de carne de frango, o estado embarcou 543,1 mil toneladas nesse período, gerando US$ 1,15 bilhão em receitas de dólares em receitas. São altas de de 9,4% e 13,5%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. É o melhor desempenho da série histórica em termos de receitas para esse período do ano, além do segundo melhor volume exportado já registrado para o intervalo.

Atualmente, a carne produzida em Santa Catarina chega a mais de 150 destinos internacionais, com presença consolidada em mercados estratégicos como Japão, Coreia do Sul, União Europeia, China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Países Baixos. O início da exportação para União Europeia tem os primeiros registros em 1989. “Isso é reflexo da confiança construída ao longo de décadas na qualidade e na segurança dos produtos do Estado”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Controle sanitário

O bom resultado vem em um período de preocupação para o empresário catarinense do setor agropecuário. Isso porque a União Europeia deixou o Brasil de fora da lista de países habilitados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco. A medida entrará em vigor em 3 de setembro, após o país não comprovar que seus produtores atendem a algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente o não uso de medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Santa Catarina, por sua vez, possui um status sanitário pioneiro no Brasil. Em 2007, foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação e, em 2015, como zona livre de peste suína clássica. O estado também apresenta a menor incidência de brucelose bovina do país e está entre os estados com menor incidência de tuberculose bovina.

Outro diferencial é a rastreabilidade animal. Santa Catarina foi o primeiro estado brasileiro a implantar a identificação individual de todos os bovinos e bubalinos, garantindo maior controle sanitário e acompanhamento da cadeia produtiva.

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