3 de março de 2024
TV Barriga Verde
Rodrigo C. Medeiros

“Eu preciso?” – Precisamos conversar sobre o consumismo

Acabamos de sair da Black Friday, semana em que somos bombardeados por propostas para consumir e gastar o nosso dinheiro. Não, não há problema algum em consumir, gastar o nosso dinheiro, afinal o dinheiro existe para usarmos; no entanto, se pretendemos ter uma saúde financeira, precisaremos ter hábitos de consumo consciente.

Quantas vezes você já comprou uma roupa e ela ficou meses com a etiqueta? Ou comprou um eletrônico e, passados alguns meses, perdeu o interesse?

Se pretendemos ter uma qualidade de vida financeira, precisamos passar a usar algumas estratégias que nos protejam do impulso pelo consumismo, algo bastante natural em nossa cultura e reflexo do quanto somos “bombardeados” por ações de marketing.

Assim, separei quatro pontos básicos e extremamente eficiente que nos permite controlar o consumismo e focar as nossas finanças naquilo que realmente é importante.

  1. “Eu preciso?”

É básico? Sim. Mas muito eficiente. Você realmente precisa desta roupa nova? Você realmente precisa deste tênis novo? Esta técnica é muito útil para pequenas compras, como uma roupa ou algo para casa (uma daquelas tranqueiras que ficam depois juntando pó).

Uma estratégia que uso e funciona muito bem é, a cada compra nova, especialmente de vestuário, algo igual precisa sair do guarda-roupas.

Outra estratégia é anotar em um caderno algo que eu precisei e não tinha, logo, preciso comprar. Se for em uma loja e quiser comprar algo que não está no caderno, é pelo fato de que não preciso, apenas estou me deixando levar pela embalagem bonita.

  1. “Qual o motivo da compra?”

Você está fazendo a aquisição do bem pois precisa/deseja ou apenas para impressionar alguém? É muito comum querermos consumir apenas para mostrarmos que temos boas condições financeiras, impressionar um vizinho ou um parente. Nessas horas lembre-se que o melhor mesmo é impressionar a você mesmo, cuidando da sua saúde financeiro para chegar o momento que não dependerá mais do seu salário.

Isso é muito comum de fazermos com carros. Querermos comprar ou trocar de carro tem uma alta carga de impressionar os outros. Outros bens como celulares e bicicletas também possuem a sua compra com esta motivação.

Assim, sempre se pergunte o motivo da aquisição.

  1. “Tenha sempre o dinheiro para pagar à vista”

Esta foi a técnica que mais me ajudou a controlar o instinto consumista. Não, não foi por ter o dinheiro para pagar à vista, mas sim pelo tempo para juntar o dinheiro para pagar à vista. Durante o período em que eu juntava o dinheiro, eu ficava pesquisando e “namorando” o produto desejado por alguns meses. Com o tempo eu acabava perdendo a vontade neste “namoro” e desistia da aquisição, pois começava a ver que nem queria tanto assim.

Isso é muito aplicável para eletrônicos, como um celular, um tablet, um leitro de livro eletrônico etc. Muitas vezes temos um bom celular, em excelente estado de conservação, mas o lançamento do modelo novo nos faz querer comprar. Se esperarmos e ficarmos “namorando”, muitas vezes vamos desistir, pois observamos que não precisamos dele.

  1. “Aposte em escrever as metas financeiras”

Esta é outra técnica que me ajudou muito. Nós somos muito visuais, então, aposte nisso para controlar o desejo consumista e alcançar as metas financeiras verdadeiramente importantes.

Quer fazer uma viagem? Anote o custo desta viagem, quando quer fazer e quanto precisará poupar todos os meses. Vá anotando o quanto foi poupado e quanto falta. Isso vale para trocar de carro ou qualquer outra meta. Não esqueça, tenha metas de curto, médio e longo prazo, sendo esta última a sua aposentadoria.

Toda vez que desejar consumir e fizer as perguntas 1 e 2 acima, você poderá comparar as respostas com essas metas e avaliar o que é mais importante, as respostas dadas, ou as metas traçadas. Se você não tiver as metas anotadas, não terá comparativo e acaba caindo no consumismo.

Acredito que se aplicar bem esses quatro pontos, você vai melhorar muito o consumo por ansiedade e passar a ter recursos para consumir coisas mais importantes para você.

Foto: Freepik/Reprodução

Rodrigo C. Medeiros

Rodrigo C. Medeiros

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