17 de abril de 2026
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Economia

Exportação de maçãs é facilitada em SC com certificação e exportação diretamente no estado

Foto: Ricardo Trida / SECOM
Mudança garante 15 dias de vida comercial às frutas e corte de custos logísticos

A exportação de maçãs produzidas e Santa Catarina ficou mais fácil nesta safra 2025/2026. Agora, as frutas podem ser certificadas nos principais polos produtores, nos municípios de São Joaquim e Fraiburgo, por um auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e prosseguir diretamente para o transporte nos portos catarinenses.

A novidade é que os produtores do estado podem, por exemplo, escolher embarcar a carga diretamente pelo Porto de Imbituba, o mais próximo desses municípios. Anteriormente, as empresas precisavam levar a carga até Vacaria, no Rio Grande do Sul, para passar por essa avaliação. Outra alternativa era levar a carga até o Porto de Navegantes e lá aguardar a certificação fitossanitária. As duas opções geravam mais custo aos produtores com o transporte ou com as diárias para manter o container armazenado até a liberação da carga.

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Além dos ganhos pelo corte de custos, a redução do tempo de espera no terminal portuário representa mais dias de vida útil para as frutas, uma nova vantagem competitiva para a produção de Santa Catarina. Além disso, com condições climáticas favoráveis, a projeção é de que a safra 2025/2026 da maçã resulte em 20 mil toneladas exportadas.

“Faz 20 anos que os produtores pediam isso. A gente foi atrás e fez acontecer. Não tinha sentido Santa Catarina ser o maior produtor de maçã do Brasil e mandar a carga pro estado vizinho. Isso atrasava a exportação, era mais uma burocracia pra vencer. No que o Estado puder ajudar e ser parceiro, a gente vai ser. Agora a maçã catarinense vai chegar ainda mais saborosa pro mundo inteiro”, destacou o governador Jorginho Mello.

São Joaquim, na Serra catarinense, é um dos principais polos do cultivo de maçã no estado. Lá já foram certificadas localmente 530 toneladas da fruta nesta safra. A mudança foi negociada entre o Governo de Santa Catarina e o Mapa no ano passado. Na ocasião, foram apresentadas as vantagens do ponto de vista logístico e os impactos para a economia catarinense. Os ganhos serão mais perceptíveis nesta safra, em que houve produção mais volumosa em relação a 2025.

Foto: Departamento Regional de São Joaquim/Cidasc

“As empresas há muito tempo já nos pediam essa medida. Isso diminuiu o custo da carga por container e ganhamos 15 dias de vida útil comercial para a maçã”, ressaltou a presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos.

A certificação sanitária é uma exigência feita pelos países importadores e visa garantir que a carga vegetal não contenha pragas. A sanidade vegetal é um dos fatores para o sucesso da maçã catarinense no mercado internacional e as ações de defesa sanitária conduzidas pela Cidasc têm papel decisivo neste quesito.

Boas perspectivas para a safra

Santa Catarina é responsável por mais da metade da produção nacional de maçãs, de mais de um milhão de toneladas/ano. Nesta safra, a estimativa é colher nos pomares catarinenses mais de 265 mil toneladas de maçã gala e mais de 234 mil toneladas da variedade fuji. Além do aumento no volume, houve ganhos na qualidade das frutas, superior à registrada na safra anterior.

A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) calcula que o consumo doméstico da fruta in natura é em torno de 750 mil toneladas por ano. A exportação é importante para os produtores, sobretudo quando há grandes safras, pois ajuda a manter uma boa média de preço quando a oferta de maçãs aumenta. A ABPM estima que as vendas ao exterior poderiam ser ainda maiores em 2026, se não fosse o conflito em curso no Oriente Médio, que pode impactar alguns negócios.

           

             

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